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Tiemi Yamashita

São Paulo / SP - Brasil
34 anos, Educadora

A gratidão por ser descendente


Eu tive a sorte de conviver toda a infância com meus avós, lembro-me do avô (Odityan)todos na rua o chamavam de "Seu Mashita"ele falava pouco português, o que dificultava nosso relacionamento. Mesmo assim eu ficava sempre perto dele, lembro que ele lia o jornal todos os dias "São Paulo Shimbum" gostava de filme de BANG e BANG que passava no canal 7.Falava só em japonês e não entendia nada do que eu falava, dizia que eu falava muito rápido, tinha um sorriso largo e às vezes ficava olhando pela janela do quarto, contemplando o infinito, como quem busca um lugar longe de onde ele veio.
Já a minha avó (Obatyan) aprendeu a falar e escrever o português, era alegre gostava de fazer farra com os netos, nos ensinou a escrever e ler japonês, fazia comidas maravilhosas! Ela nos contava sobre como era o Japão, descrevia as montanhas as laranjeiras e as plantações de arroz. Gostava de contar as lendas do Japão, dançar e tocar shamissem. Era baixinha gordinha, sempre sorridente, conhecida como Dona Maria.
Graças a coragem a determinação deles nós podemos desfrutar de tudo o que temos hoje, principalmente do respeito que eles conquistaram desde que chegaram aqui.
Por isso, neste ano vou me dedicar em divulgar a nossa cultura, como contadora de histórias, preparei um repertório com lendas japonesas para crianças e adultos.
Essa é a forma que encontrei para homenagear e demosntrar minha gratidão aos meus antepassados.


Enviada em: 02/01/2008 | Última modificação: 02/01/2008
 
« A gratidão por ser descendente

 

Comentários

  1. Vivian @ 3 Jan, 2008 : 00:08
    Fiquei muito emocionada ao ler essa história, mesmo porque, também fiz parte dela. Dei muitas risadas ao lembrar do "Seu Machita" e da "Dona Maria"... Que saudades!!! Minha irmã só esqueceu de dizer que a Batchan também jogava basquete, ping-pong e dançava Makarena.. rs... Também que o Ditchan adorava um pé de limão que ficava naquela mesma janela para onde ele tanto olhava, e que justamente por olhar tanto acabava sempre pegando os netos caçando os limões para brincar... Era nesse momento que ele gritava Kora!!!! e corria atrás da gente rs... Di e Bá... Amo muito vocês!!!!

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